Congresso Brasileiro sobre
O Canto e a Arte de Maria Bethânia
Em 45 anos de Palco
Inscrição
Inscrições no local do evento só serão feitas, caso haja disponibilidade de vagas. Portanto, não deixe para se inscrever na última hora!
O participante que inscrever 05 (cinco) pessoas terá a gratuidade da sua inscrição. As fichas de inscrição e respectivos comprovantes de depósito deverão ser enviados simultaneamente.
Valor da Inscrição
Preço promocional até 31 de julho
R$ 35,00 (trinta e cinco reais)
De 1º de agosto até 30 de setembro
R$ 40,00 (quarenta reais)
Guarde o comprovante de depósito bancário ou recibo de pagamento, pois sua apresentação será indispensável para retirada do material (pasta e crachá) no congresso.
Ficha de Inscrição
É obrigatório o preenchimento de todos os campos com letra de forma e/ou números legíveis, para efetivação de sua inscrição.
A data de inscrição será a mesma de postagem, via fax e/ou e-mail.
Inscrições por fax ou por e-mail deverão vir acompanhadas de cópia do comprovante de depósito bancário.
Nome do Banco
Nº da Agência
Nº do Cheque
Obs.: O cheque deverá ser nominal a Neide de Jesus e cruzado.
( ) Em Espécie
( ) Depósito Bancário
Neste caso, envie cópia do comprovante de depósito
Dados para Depósito Bancário
Banco do Brasil
Agência: 4278-1
Poupança Ouro: 89.887-2
Variação: 1
3. OFICINA MARIA BETHÂNIA IN CORDEL
( ) 04 e 05/02/2010 – quinta e sexta feiras das 13:00 às 14:00
Obs.: 1. É gratuita e será obedecida a ordem cronológica dos pedidos de inscrição, encerrando-se automaticamente uma vez preenchidas as 30 (trinta) vagas disponíveis.
2. As pré-inscrições deverão ser confirmadas até as 08:00 horas do dia 04/02, na Secretaria Executiva. Caso não seja confirmada, havendo interessados, a inscrição será automaticamente cancelada, e a vaga disponibilizada.
Autorizo o fornecimento do meu e-mail à Agência de Turismo para obtenção de informações sobre pacotes de viagens para o referido Congresso: ( ) Sim ( ) Não
4. REEMBOLSO DE INSCRIÇÃO
Caso você tenha efetuado sua inscrição e por algum motivo não possa comparecer ao Congresso, poderá solicitar o cancelamento da mesma, por escrito, via Correio, fax ou e-mail, e será reembolsado (a) nas seguintes condições:
Solicitação enviada até o dia 30 de setembro de 2009, o reembolso será de 30% da quantia efetivamente paga; após esta data, sem direito a reembolso.
ATENÇÃO:
A inscrição é intransferível. Caso não possa comparecer ao evento, o reembolso só será realizado obedecendo ao prazo determinado acima;
O reembolso somente será efetuado após o evento. É necessário que a solicitação seja encaminhada dentro do prazo, e contendo as informações bancárias do (a) requerente.
ENDEREÇOS PARA ENVIO DA FICHA DE INSCRIÇÃO e SOLICITAÇÃO DE REEMBOLSO
Neide de Jesus – Congresso 2010
Rua Pipira, quadra 5, lote 43, casa 43, Jardim Itacaranha
CEP 40.713-710 – Salvador-BA-Brasil
E-mail: webmaster@mariabethania.com
Fax: +55 71 3398-7218
Lembre-se de anexar a cópia do comprovante de pagamento em quaisquer das formas de envio.
segunda-feira, 22 de Junho de 2009
Publicada por
Lilia
Programação Científica e Cultural
Conferência: Maria Bethânia – A Artista que Encanta e Canta a MPB
Conferência Interativa: Oyá-Bethânia – Os Mitos de um Orixá nos Ritos de uma Estrela
Oficina Maria Bethânia in Cordel
Painel Interativo: A Voz dos Compositores
arau Maria Bethânia
Conferência: Maria Bethânia – A História do Ser e o Ser na História
Apresentação Oral de Temas Livres
Mesa Redonda: Maria Bethânia – A Dona do Dom
Colóquio: Maria Bethânia – Um Projeto Escolar
Conferência: O Caminhar de Maria Bethânia nos Palcos da Vida
Programação Cultural:Conhecendo a Terra Natal e os Lugares do Coração*
*A Programação Cultural será realizada em Santo Amaro da Purificação no dia 06 de fevereiro de 2010.
Convidados
Ana Franco (BA)
Andreia Conceição Vieira (BA)
Carlos Barros (BA)
Charles Paiva (MG)
Gerônimo (BA)
Graça Ferreira (BA)
Jaime Alem (RJ)
Joaquim Amaral (BA)
Jorge Portugal (BA)
José Carlos Capinan (BA)
Jota Velloso (BA)
Leila Name (RJ)
Lúcia Castello Branco (MG)
Mabel Velloso (BA)
Marlon Marcos (BA)
Marlon Souza Silva (MG)
Milton Moura (BA
)Regina A. Ribeiro Siqueira (SP)
Roberto Mendes (BA)
Roque Ferreira (BA)
Sangele Silva(CE)
Sérgio Bahialista (BA)
Vânia Aparecida C. Pinto (RJ)
Fonte: Jornal Rosa dos Ventos Bahia - Bethanews
Conferência: Maria Bethânia – A Artista que Encanta e Canta a MPB
Conferência Interativa: Oyá-Bethânia – Os Mitos de um Orixá nos Ritos de uma Estrela
Oficina Maria Bethânia in Cordel
Painel Interativo: A Voz dos Compositores
arau Maria Bethânia
Conferência: Maria Bethânia – A História do Ser e o Ser na História
Apresentação Oral de Temas Livres
Mesa Redonda: Maria Bethânia – A Dona do Dom
Colóquio: Maria Bethânia – Um Projeto Escolar
Conferência: O Caminhar de Maria Bethânia nos Palcos da Vida
Programação Cultural:Conhecendo a Terra Natal e os Lugares do Coração*
*A Programação Cultural será realizada em Santo Amaro da Purificação no dia 06 de fevereiro de 2010.
Convidados
Ana Franco (BA)
Andreia Conceição Vieira (BA)
Carlos Barros (BA)
Charles Paiva (MG)
Gerônimo (BA)
Graça Ferreira (BA)
Jaime Alem (RJ)
Joaquim Amaral (BA)
Jorge Portugal (BA)
José Carlos Capinan (BA)
Jota Velloso (BA)
Leila Name (RJ)
Lúcia Castello Branco (MG)
Mabel Velloso (BA)
Marlon Marcos (BA)
Marlon Souza Silva (MG)
Milton Moura (BA
)Regina A. Ribeiro Siqueira (SP)
Roberto Mendes (BA)
Roque Ferreira (BA)
Sangele Silva(CE)
Sérgio Bahialista (BA)
Vânia Aparecida C. Pinto (RJ)
Fonte: Jornal Rosa dos Ventos Bahia - Bethanews
O CANTO E A ARTE DE MARIA BETHÂNIA
Publicada por
Lilia
Jornal do Rosa dos Ventos Bahia
Notícias do Congresso:
Caros amigos,
Esta é a nossa segunda circular do Congresso Brasileiro sobre O Canto e a Arte de Maria Bethânia em 45 Anos de Palco a ser realizado de 04 a 06 de fevereiro de 2010, na Bahia.
A participação no evento não se restringe apenas aos associados do Rosa, sendo aberta a todos os admiradores e/ou fãs da artista, ligados ou não a quaisquer fãs clube ou comunidades ou a nenhum destes.
O Congresso está sendo divulgado com bastante antecedência de forma a viabilizar a reserva de passagens com preços promocionais e todo o planejamento que se fizer necessário à sua vinda e participação.
A organização do Congresso já tem pronta a Programação Científica. Veja como os temas são abrangentes e visam atender aos que estão se iniciando no estudo da arte de Maria Bethânia e àqueles que já a acompanham há mais tempo.
Será realizada a Oficina Maria Bethânia in Cordel, os interessados deverão fazer sua inscrição (gratuita) antecipadamente, pois serão disponibilizadas apenas 30 vagas.Teremos uma Sessão de Temas Livres com apresentação Oral, que visa divulgar os trabalhos monográficos, dissertações e teses cujo tema central seja a artista.
A data limite para envio do seu Tema Livre via e-mail (webmaster@mariabethania.com), será 30 de setembro de 2009. Serão selecionados para apresentação os 05 (cinco) melhores trabalhos conforme Comissão Julgadora, destes, os 03 (três) melhores serão premiados e receberão seus respectivos prêmios durante a Sessão de Encerramento do Congresso.
O autor do tema livre deverá estar inscrito no Congresso.Teremos também uma Sessão de Temas Livres com apresentação em Pôster para textos e poesias cujo tema central seja a artista. A data limite para envio do seu Tema Livre via e-mail (webmaster@mariabethania.com), será 30 de setembro de 2009.
Serão selecionados 40 (quarenta) trabalhos conforme Comissão Julgadora. O autor do tema livre deverá estar inscrito no Congresso.
Mais informações no link ‘Promoções’ do site www.mariabethania.com
Como parte integrante das atividades estaremos prestando uma homenagem à grandiosa e inconteste Melhor Intérprete da nossa música, Maria Bethânia, em reconhecimento e agradecimento ao muito que vem fazendo nestes 45 anos da sua caminhada na defesa dos nossos valores culturais, educacionais e artísticos e, razão de ser deste evento.Muito está e será realizado, visando oferecer a você, nosso maior interesse, um Congresso com uma Programação Científica de qualidade, mesclada a excelentes oportunidades de convívio social.
Prestigie este evento pioneiro, reserve as datas de 04 a 06 de fevereiro de 2010 em sua agenda.
Em breve esteremos divulgando todas as informações sobre as Inscrições no Congresso e dos Temas Livres com apresentação Oral.
Compareça, contamos com sua presença e participação, pois o evento só será grande, bonito e agradável se VOCÊ estiver aqui!Axé!
Notícias do Congresso:
Caros amigos,
Esta é a nossa segunda circular do Congresso Brasileiro sobre O Canto e a Arte de Maria Bethânia em 45 Anos de Palco a ser realizado de 04 a 06 de fevereiro de 2010, na Bahia.
A participação no evento não se restringe apenas aos associados do Rosa, sendo aberta a todos os admiradores e/ou fãs da artista, ligados ou não a quaisquer fãs clube ou comunidades ou a nenhum destes.
O Congresso está sendo divulgado com bastante antecedência de forma a viabilizar a reserva de passagens com preços promocionais e todo o planejamento que se fizer necessário à sua vinda e participação.
A organização do Congresso já tem pronta a Programação Científica. Veja como os temas são abrangentes e visam atender aos que estão se iniciando no estudo da arte de Maria Bethânia e àqueles que já a acompanham há mais tempo.
Será realizada a Oficina Maria Bethânia in Cordel, os interessados deverão fazer sua inscrição (gratuita) antecipadamente, pois serão disponibilizadas apenas 30 vagas.Teremos uma Sessão de Temas Livres com apresentação Oral, que visa divulgar os trabalhos monográficos, dissertações e teses cujo tema central seja a artista.
A data limite para envio do seu Tema Livre via e-mail (webmaster@mariabethania.com), será 30 de setembro de 2009. Serão selecionados para apresentação os 05 (cinco) melhores trabalhos conforme Comissão Julgadora, destes, os 03 (três) melhores serão premiados e receberão seus respectivos prêmios durante a Sessão de Encerramento do Congresso.
O autor do tema livre deverá estar inscrito no Congresso.Teremos também uma Sessão de Temas Livres com apresentação em Pôster para textos e poesias cujo tema central seja a artista. A data limite para envio do seu Tema Livre via e-mail (webmaster@mariabethania.com), será 30 de setembro de 2009.
Serão selecionados 40 (quarenta) trabalhos conforme Comissão Julgadora. O autor do tema livre deverá estar inscrito no Congresso.
Mais informações no link ‘Promoções’ do site www.mariabethania.com
Como parte integrante das atividades estaremos prestando uma homenagem à grandiosa e inconteste Melhor Intérprete da nossa música, Maria Bethânia, em reconhecimento e agradecimento ao muito que vem fazendo nestes 45 anos da sua caminhada na defesa dos nossos valores culturais, educacionais e artísticos e, razão de ser deste evento.Muito está e será realizado, visando oferecer a você, nosso maior interesse, um Congresso com uma Programação Científica de qualidade, mesclada a excelentes oportunidades de convívio social.
Prestigie este evento pioneiro, reserve as datas de 04 a 06 de fevereiro de 2010 em sua agenda.
Em breve esteremos divulgando todas as informações sobre as Inscrições no Congresso e dos Temas Livres com apresentação Oral.
Compareça, contamos com sua presença e participação, pois o evento só será grande, bonito e agradável se VOCÊ estiver aqui!Axé!
quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009
Posse de Obama
Publicada por
Lilia
“Meus caros cidadãos:
Eu me coloco aqui hoje humildemente diante da tarefa à nossa frente, grato pela confiança com que vocês me honraram, ciente dos sacrifícios realizados pelos nossos ancestrais. Eu agradeço ao presidente Bush pelo seu serviço à nossa nação, bem como pela generosidade e cooperação que ele mostrou ao longo da transição.
Quarenta e quatro americanos agora já fizeram o juramento presidencial. As palavras foram ditas durante crescentes marés de prosperidade e as águas calmas da paz. Mas, de tempos em tempos, o juramento é realizado entre nuvens que se formam e tempestades violentas. Nesses momentos, a América seguiu à frente não somente pela habilidade ou visão dos que estavam no alto escalão, mas porque Nós o Povo permanecemos confiantes nos ideais dos nossos ancestrais e fiéis aos nossos documentos fundadores.
Assim tem sido. Assim deve ser com essa geração de americanos.
Que nós estamos em meio a uma crise é agora bem sabido. Nossa nação está em guerra, contra uma rede de longo alcance de violência e ódio. Nossa economia está bastante enfraquecida, em consequência da ganância e irresponsabilidade por parte de alguns, mas também por nosso fracasso coletivo em fazer escolhas difíceis e preparar a nação para uma nova era. Casas foram perdidas; empregos cortados; negócios fechados. Nosso sistema de saúde está muito dispendioso; nossas escolas fracassam com muitos; e cada dia traz novas evidências de que as formas como usamos a energia fortalecem nossos adversários e ameaçam nosso planeta.
Esses são os indicadores da crise, assunto de dados e estatísticas. Menos mensurável, mas não menos profundo, é o enfraquecimento da confiança ao longo de nossa terra - um medo repetido de que o declínio da América é inevitável, e que a próxima geração deve diminuir suas perspectivas.
Hoje eu digo a vocês que os desafios que nós enfrentamos são reais. Eles são sérios e são muitos. Eles não serão vencidos facilmente ou em um período curto de tempo. Mas saiba disso,
América: eles serão vencidos.
Nesse dia, nos reunimos porque nós escolhemos a esperança em vez do medo, a unidade de propósito em vez do conflito e da discórdia.
Nesse dia, nós viemos para proclamar o fim às queixas mesquinhas e falsas promessas, às recriminações e aos dogmas desgastados, que por muito tempo já têm enfraquecido nossa política.
Nós continuamos uma nação jovem, mas de acordo com as palavras da Escritura, chegou a hora de se deixar de lado as infantilidades. Chegou a hora para reafirmar nosso espírito tolerante; para escolher nossa melhor história; para prosseguir com esse precioso dom, essa nobre ideia, passada de geração a geração: a promessa dada por Deus de que todos somos iguais, todos somos livres e todos merecem uma chance de buscar sua completa medida de felicidade.
Ao reafirmar a grandiosidade de nossa nação, nós entendemos que a grandeza nunca é dada. Ela deve ser conquistada. Nossa jornada nunca foi de atalhos ou de aceitar menos. Não foi a trilha dos inseguros - daqueles que preferem o descanso ao trabalho, buscam apenas os prazeres das riquezas e da fama. Em vez disso, (nossa jornada) tem sido uma de tomadores de risco, atuantes, fazedores das coisas - alguns celebrados, mas muitos outros homens e mulheres obscuros em seu trabalho - que nos levaram pela longa e espinhosa rota rumo à prosperidade e à liberdade.
Para nós, eles empacotaram suas poucas posses e viajaram pelos oceanos em busca de uma nova vida.
Para nós, eles trabalharam duro em fábricas exploradoras e seguiram rumo a Oeste; suportaram o açoite do chicote e lavraram a terra dura.
Para nós, eles lutaram e morreram, em lugares como Concord e Gettysburg; Normandy e Khe Sahn.
Ao longo do tempo, esses homens e mulheres lutaram e se sacrificaram e trabalharam até suas mãos ficarem em carne viva, para que pudéssemos ter uma vida melhor. Eles viram a América maior do que a soma de suas ambições individuais; maior que todas as diferenças de nascimento ou riqueza ou facção.
Essa é a jornada que nós continuamos hoje. Nós permanecemos a mais próspera e poderosa nação da Terra. Nossos trabalhadores não são menos produtivos do que quando essa crise começou. Nossas mentes não têm menos imaginação, nossas mercadorias e serviços não são menos necessários do que eram na semana passada, no mês passado ou no ano passado. Nossa capacidade permanece a mesma. Mas nossa hora de proteger interesses estreitos e adiar decisões desagradáveis - esse tempo certamente passou. Começando hoje, nós precisamos nos levantar e começar de novo o trabalho de reconstruir a América.
Para todos os lugares que olhemos, existe trabalho a ser feito. A situação da nossa economia pede ação, ágil e rápida, e nós agiremos - não apenas para criar novos empregos, mas para lançar a fundação para o crescimento. Nós construiremos as estradas e pontes, as instalações elétricas e linhas digitais que alimentam nosso comércio e nos mantém juntos. Nós levaremos a ciência a seu lugar de merecimento e controlaremos as maravilhas da tecnologia para aumentar a qualidade do sistema de saúde e reduzir seu custo.
Nós usaremos o Sol e os ventos e o solo para abastecer nossos carros e movimentar nossas fábricas. Nós transformaremos nossas escolas, faculdades e universidades para suprir as demandas de uma nova era. Tudo isso nós podemos fazer. E tudo isso nós faremos.
Agora, existem alguns que questionam a escala das nossas ambições - que sugerem que nosso sistema não pode aguentar planos tão grandiosos. Eles têm memória curta. Porque eles se esqueceram de tudo o que nosso país fez; o que homens e mulheres livres podem conseguir quando a imaginação se junta para objetivos comuns e a necessidade para a coragem.
O que os cínicos não entendem é que o chão que eles pisam não é mais o mesmo - que as disputas políticas que nos envolveram por muito tempo não existem mais. A questão que perguntamos hoje não é se nosso governo é muito grande ou muito pequeno, mas se ele funciona - se ele ajuda as famílias a encontrarem empregos que pagam um salário decente, que tipo de seguridade eles dão, uma aposentadoria que seja digna. Onde a resposta é sim, nós queremos ir em frente. Onde a resposta é não, os programas acabarão. E aqueles de nós que manejam os dólares públicos terão que prestar contas - para gastar de maneira sábia, reformar maus hábitos, e fazer nossos negócios à luz do dia - porque apenas assim nós podemos restaurar a confiança vital entre o povo e o governo.
Também não á a questão que se apresenta a nós se o mercado é uma força para o bem ou para o mal. Seu poder de gerar riquezas e expandir a liberdade é ilimitado, mas esta crise nos fez lembrar que sem vigilância, o mercado pode sair do controle - e uma nação não pode prosperar por muito tempo quando favorece apenas os mais ricos. O sucesso da nossa economia sempre dependeu não apenas do tamanho do nosso Produto Interno Bruto (PIB), mas do poder da nossa prosperidade; na nossa habilidade de estendê-la a cada um, não por caridade, mas porque esse é o caminho mais seguro para o bem comum.
Quanto à nossa defesa comum, rejeitamos a falsa escolha entre nossa segurança e nossos ideais. Os fundadores do país, que enfrentaram perigos que sequer imaginamos, redigiram uma carta para assegurar o primado da lei e dos direitos do homem, uma carta expandida pelo sangue de gerações. Esses ideais ainda iluminam o mundo, e nós não vamos abandoná-los por conveniência. E, então, para todos os povos e governos que estão assistindo hoje, das grandes capitais ao pequeno vilarejo onde meu pai nasceu: Saibam que a América é amiga de cada nação e de cada homem, mulher ou criança que procure um futuro de paz e dignidade, e que nós estamos prontos para liderar uma vez mais.
Lembrem-se que gerações anteriores enfrentaram o fascismo e o comunismo não apenas com mísseis e tanques, mas com alianças robustas e convicções duradouras. Eles entenderam que nosso poder sozinho não pode nos proteger, nem nos dá o direito de fazer o que quisermos. Em vez disso, eles entenderam que nosso poder cresce com seu uso prudente; nossa segurança emana da Justiça de nossa causa, da força de nosso exemplo, da têmpera das qualidades de humildade e moderação.
Nós somos os guardiães desse legado. Guiados por esses princípios uma vez mais, podemos enfrentar novas ameaças que exigem um esforço maior - maior cooperação e compreensão entre as nações. Começaremos por sair do Iraque com responsabilidade e por criar um esforço de paz no Afeganistão. Com velhos amigos e antigos adversários vamos trabalhar incansavelmente para diminuir a ameaça nuclear, e reduzir o espectro do aquecimento global. Não vamos pedir desculpas por nosso modo de vida, nem vamos vacilar em sua defesa, e, para aqueles que procurarem avançar em seus objetivos produzindo terror e matando inocentes, diremos a eles que nosso espírito é mais forte e não pode ser quebrado; eles não poderão prevalecer e nós os derrotaremos.
Sabemos que nossa herança multicultural é uma força, não uma fraqueza. Somos uma nação de cristãos e muçulmanos, judeus e hindus - e ateus. Somos moldados por cada língua e cultura, de cada parte desta Terra; e por causa disso provamos o sabor mais amargo da guerra civil e da segregação e emergimos desse capítulo mais fortes e mais unidos; não podemos senão acreditar que os velhos ódios passarão um dia; que as linhas das tribos vão se dissolver rapidamente; que o mundo ficará menor, nossa humanidade comum deve revelar-se; e que a América vai desempenhar o seu papel em uma nova era de paz.
Para o mundo muçulmano, buscamos um novo caminho a seguir, baseado em interesse e respeito mútuo. Para aqueles líderes pelo mundo que buscam semear o conflito, ou culpam o Ocidente pelos males de suas sociedades: Saibam que seus povos irão julgá-los a partir do que vocês podem construir, e não destruir. Para aqueles que se agarram ao poder por meio da fraude e da corrupção, saibam que estão no lado errado da História; mas nós estenderemos a mão se vocês estiverem dispostos a cooperar.
Às pessoas das nações pobres, nós queremos trabalhar a seu lado para fazer suas fazendas florescerem e deixar os cursos de água limpa fluírem; para nutrir corpos famintos e alimentar mentes ávidas. E para aquelas nações como a nossa, que vivem em relativa riqueza, queremos dizer que não podemos mais suportar a indiferença quanto ao sofrimento daqueles que sofrem fora de nossas fronteiras; nem podemos consumir os recursos do mundo sem nos importar com as consequências. Nós devemos acompanhar as mudanças do mundo.
À medida que entendemos o caminho que se desdobra diante de nós, recordamos com humilde gratidão aqueles bravos americanos que, a esta mesma hora, patrulham longínquos desertos e montanhas distantes. Eles têm algo a nos dizer hoje, como aqueles heróis caídos que jazem em Arlington murmuram através dos tempos. Nós os honramos não apenas porque eles não os guardiães de nossa liberdade, mas porque eles representam o espírito de servir ao país; a disposição de encontrar um significado maior que si mesmos. E ainda, neste momento - um momento que vai definir uma geração - é precisamente esse espírito que todos nós devemos viver.
Porque, por mais que o governo possa fazer e precise fazer, em última instância é da fé e da determinação do povo americano que esta nação depende. É a bondade de receber um estranho quando os diques se rompem, é o desprendimento de trabalhadores que preferem reduzir suas horas a ver um companheiro perder o emprego o que nos auxilia em nossas horas mais sombrias. É a coragem do bombeiro de subir uma escada cheia de fumaça, mas também a disposição de pais de criar uma criança o que, no fim das contas, decide o nosso destino.
Nossos desafios podem ser novos. Os instrumentos com os quais nós os enfrentamos podem ser novos. Mas aqueles valores dos quais nosso sucesso depende - trabalho duro e honestidade, coragem e justiça, tolerância e curiosidade, lealdade e patriotismo - essas coisas são antigas. Essas coisas são verdadeiras. Elas têm sido a força quieta do progresso ao longo de nossa história. O que se exige, então, é uma volta a essas verdades. O que se exige de nós agora é uma nova era de responsabilidade - um reconhecimento, por parte de todo americano, de que nós temos deveres para conosco, nossa nação e o mundo; deveres que nós não aceitamos a contragosto, mas com alegria, firmes no conhecimento de que não há nada tão satisfatório para o espírito, tão definidor de nosso caráter, do que dar tudo o que podemos numa tarefa difícil.
Este é o preço e a promessa da cidadania.
Esta é a fonte de nossa confiança - o conhecimento de que Deus nos convoca a dar forma a um destino incerto.
Este é o significado de nossa liberdade e de nosso credo - por que homens e mulheres e crianças de toda raça e de toda fé podem se unir numa celebração neste magnífico Mall, e por que um homem cujo pai, menos de 60 anos atrás, poderia não ser servido num restaurante local, agora pode estar diante de vocês para fazer um juramento sagrado.
Por isso, vamos marcar esse dia com a lembrança de quem somos e quão longe viajamos. No ano do nascimento da América, no mais frio dos meses, um pequeno grupo de patriotas se encolhia em torno de fogueiras que se apagavam, às margens de um rio gelado. A capital estava abandonada. O inimigo estava avançando. A neve estava manchada de sangue. Num momento em que nossa revolução estava em dúvida, o pai de nossa nação ordenou que essas palavras fossem lidas para o povo:
"Que seja dito ao mundo futuro que, na profundidade do inverno, quando nada além da esperança e da virtude poderia sobreviver, a cidade e o país, alarmados diante de um perigo comum, saiu para enfrentá-lo."
América. Em face de nossos perigos comuns, neste inverno de nossas dificuldades, vamos lembrar essas palavras eternas. Com esperança e virtude, vamos enfrentar uma vez mais as correntes geladas e resistir quaisquer tempestades que possam vir. Que seja dito pelos filhos de nossos filhos que, quando fomos testados, nós nos recusamos a deixar esta jornada terminar, que nós não viramos as costas, que nós não vacilamos; e, com os olhos fixos no horizonte e a graça de Deus sobre nós, levamos adiante o grande dom da liberdade e o entregamos com segurança paras as gerações futura”.
Eu me coloco aqui hoje humildemente diante da tarefa à nossa frente, grato pela confiança com que vocês me honraram, ciente dos sacrifícios realizados pelos nossos ancestrais. Eu agradeço ao presidente Bush pelo seu serviço à nossa nação, bem como pela generosidade e cooperação que ele mostrou ao longo da transição.
Quarenta e quatro americanos agora já fizeram o juramento presidencial. As palavras foram ditas durante crescentes marés de prosperidade e as águas calmas da paz. Mas, de tempos em tempos, o juramento é realizado entre nuvens que se formam e tempestades violentas. Nesses momentos, a América seguiu à frente não somente pela habilidade ou visão dos que estavam no alto escalão, mas porque Nós o Povo permanecemos confiantes nos ideais dos nossos ancestrais e fiéis aos nossos documentos fundadores.
Assim tem sido. Assim deve ser com essa geração de americanos.
Que nós estamos em meio a uma crise é agora bem sabido. Nossa nação está em guerra, contra uma rede de longo alcance de violência e ódio. Nossa economia está bastante enfraquecida, em consequência da ganância e irresponsabilidade por parte de alguns, mas também por nosso fracasso coletivo em fazer escolhas difíceis e preparar a nação para uma nova era. Casas foram perdidas; empregos cortados; negócios fechados. Nosso sistema de saúde está muito dispendioso; nossas escolas fracassam com muitos; e cada dia traz novas evidências de que as formas como usamos a energia fortalecem nossos adversários e ameaçam nosso planeta.
Esses são os indicadores da crise, assunto de dados e estatísticas. Menos mensurável, mas não menos profundo, é o enfraquecimento da confiança ao longo de nossa terra - um medo repetido de que o declínio da América é inevitável, e que a próxima geração deve diminuir suas perspectivas.
Hoje eu digo a vocês que os desafios que nós enfrentamos são reais. Eles são sérios e são muitos. Eles não serão vencidos facilmente ou em um período curto de tempo. Mas saiba disso,
América: eles serão vencidos.
Nesse dia, nos reunimos porque nós escolhemos a esperança em vez do medo, a unidade de propósito em vez do conflito e da discórdia.
Nesse dia, nós viemos para proclamar o fim às queixas mesquinhas e falsas promessas, às recriminações e aos dogmas desgastados, que por muito tempo já têm enfraquecido nossa política.
Nós continuamos uma nação jovem, mas de acordo com as palavras da Escritura, chegou a hora de se deixar de lado as infantilidades. Chegou a hora para reafirmar nosso espírito tolerante; para escolher nossa melhor história; para prosseguir com esse precioso dom, essa nobre ideia, passada de geração a geração: a promessa dada por Deus de que todos somos iguais, todos somos livres e todos merecem uma chance de buscar sua completa medida de felicidade.
Ao reafirmar a grandiosidade de nossa nação, nós entendemos que a grandeza nunca é dada. Ela deve ser conquistada. Nossa jornada nunca foi de atalhos ou de aceitar menos. Não foi a trilha dos inseguros - daqueles que preferem o descanso ao trabalho, buscam apenas os prazeres das riquezas e da fama. Em vez disso, (nossa jornada) tem sido uma de tomadores de risco, atuantes, fazedores das coisas - alguns celebrados, mas muitos outros homens e mulheres obscuros em seu trabalho - que nos levaram pela longa e espinhosa rota rumo à prosperidade e à liberdade.
Para nós, eles empacotaram suas poucas posses e viajaram pelos oceanos em busca de uma nova vida.
Para nós, eles trabalharam duro em fábricas exploradoras e seguiram rumo a Oeste; suportaram o açoite do chicote e lavraram a terra dura.
Para nós, eles lutaram e morreram, em lugares como Concord e Gettysburg; Normandy e Khe Sahn.
Ao longo do tempo, esses homens e mulheres lutaram e se sacrificaram e trabalharam até suas mãos ficarem em carne viva, para que pudéssemos ter uma vida melhor. Eles viram a América maior do que a soma de suas ambições individuais; maior que todas as diferenças de nascimento ou riqueza ou facção.
Essa é a jornada que nós continuamos hoje. Nós permanecemos a mais próspera e poderosa nação da Terra. Nossos trabalhadores não são menos produtivos do que quando essa crise começou. Nossas mentes não têm menos imaginação, nossas mercadorias e serviços não são menos necessários do que eram na semana passada, no mês passado ou no ano passado. Nossa capacidade permanece a mesma. Mas nossa hora de proteger interesses estreitos e adiar decisões desagradáveis - esse tempo certamente passou. Começando hoje, nós precisamos nos levantar e começar de novo o trabalho de reconstruir a América.
Para todos os lugares que olhemos, existe trabalho a ser feito. A situação da nossa economia pede ação, ágil e rápida, e nós agiremos - não apenas para criar novos empregos, mas para lançar a fundação para o crescimento. Nós construiremos as estradas e pontes, as instalações elétricas e linhas digitais que alimentam nosso comércio e nos mantém juntos. Nós levaremos a ciência a seu lugar de merecimento e controlaremos as maravilhas da tecnologia para aumentar a qualidade do sistema de saúde e reduzir seu custo.
Nós usaremos o Sol e os ventos e o solo para abastecer nossos carros e movimentar nossas fábricas. Nós transformaremos nossas escolas, faculdades e universidades para suprir as demandas de uma nova era. Tudo isso nós podemos fazer. E tudo isso nós faremos.
Agora, existem alguns que questionam a escala das nossas ambições - que sugerem que nosso sistema não pode aguentar planos tão grandiosos. Eles têm memória curta. Porque eles se esqueceram de tudo o que nosso país fez; o que homens e mulheres livres podem conseguir quando a imaginação se junta para objetivos comuns e a necessidade para a coragem.
O que os cínicos não entendem é que o chão que eles pisam não é mais o mesmo - que as disputas políticas que nos envolveram por muito tempo não existem mais. A questão que perguntamos hoje não é se nosso governo é muito grande ou muito pequeno, mas se ele funciona - se ele ajuda as famílias a encontrarem empregos que pagam um salário decente, que tipo de seguridade eles dão, uma aposentadoria que seja digna. Onde a resposta é sim, nós queremos ir em frente. Onde a resposta é não, os programas acabarão. E aqueles de nós que manejam os dólares públicos terão que prestar contas - para gastar de maneira sábia, reformar maus hábitos, e fazer nossos negócios à luz do dia - porque apenas assim nós podemos restaurar a confiança vital entre o povo e o governo.
Também não á a questão que se apresenta a nós se o mercado é uma força para o bem ou para o mal. Seu poder de gerar riquezas e expandir a liberdade é ilimitado, mas esta crise nos fez lembrar que sem vigilância, o mercado pode sair do controle - e uma nação não pode prosperar por muito tempo quando favorece apenas os mais ricos. O sucesso da nossa economia sempre dependeu não apenas do tamanho do nosso Produto Interno Bruto (PIB), mas do poder da nossa prosperidade; na nossa habilidade de estendê-la a cada um, não por caridade, mas porque esse é o caminho mais seguro para o bem comum.
Quanto à nossa defesa comum, rejeitamos a falsa escolha entre nossa segurança e nossos ideais. Os fundadores do país, que enfrentaram perigos que sequer imaginamos, redigiram uma carta para assegurar o primado da lei e dos direitos do homem, uma carta expandida pelo sangue de gerações. Esses ideais ainda iluminam o mundo, e nós não vamos abandoná-los por conveniência. E, então, para todos os povos e governos que estão assistindo hoje, das grandes capitais ao pequeno vilarejo onde meu pai nasceu: Saibam que a América é amiga de cada nação e de cada homem, mulher ou criança que procure um futuro de paz e dignidade, e que nós estamos prontos para liderar uma vez mais.
Lembrem-se que gerações anteriores enfrentaram o fascismo e o comunismo não apenas com mísseis e tanques, mas com alianças robustas e convicções duradouras. Eles entenderam que nosso poder sozinho não pode nos proteger, nem nos dá o direito de fazer o que quisermos. Em vez disso, eles entenderam que nosso poder cresce com seu uso prudente; nossa segurança emana da Justiça de nossa causa, da força de nosso exemplo, da têmpera das qualidades de humildade e moderação.
Nós somos os guardiães desse legado. Guiados por esses princípios uma vez mais, podemos enfrentar novas ameaças que exigem um esforço maior - maior cooperação e compreensão entre as nações. Começaremos por sair do Iraque com responsabilidade e por criar um esforço de paz no Afeganistão. Com velhos amigos e antigos adversários vamos trabalhar incansavelmente para diminuir a ameaça nuclear, e reduzir o espectro do aquecimento global. Não vamos pedir desculpas por nosso modo de vida, nem vamos vacilar em sua defesa, e, para aqueles que procurarem avançar em seus objetivos produzindo terror e matando inocentes, diremos a eles que nosso espírito é mais forte e não pode ser quebrado; eles não poderão prevalecer e nós os derrotaremos.
Sabemos que nossa herança multicultural é uma força, não uma fraqueza. Somos uma nação de cristãos e muçulmanos, judeus e hindus - e ateus. Somos moldados por cada língua e cultura, de cada parte desta Terra; e por causa disso provamos o sabor mais amargo da guerra civil e da segregação e emergimos desse capítulo mais fortes e mais unidos; não podemos senão acreditar que os velhos ódios passarão um dia; que as linhas das tribos vão se dissolver rapidamente; que o mundo ficará menor, nossa humanidade comum deve revelar-se; e que a América vai desempenhar o seu papel em uma nova era de paz.
Para o mundo muçulmano, buscamos um novo caminho a seguir, baseado em interesse e respeito mútuo. Para aqueles líderes pelo mundo que buscam semear o conflito, ou culpam o Ocidente pelos males de suas sociedades: Saibam que seus povos irão julgá-los a partir do que vocês podem construir, e não destruir. Para aqueles que se agarram ao poder por meio da fraude e da corrupção, saibam que estão no lado errado da História; mas nós estenderemos a mão se vocês estiverem dispostos a cooperar.
Às pessoas das nações pobres, nós queremos trabalhar a seu lado para fazer suas fazendas florescerem e deixar os cursos de água limpa fluírem; para nutrir corpos famintos e alimentar mentes ávidas. E para aquelas nações como a nossa, que vivem em relativa riqueza, queremos dizer que não podemos mais suportar a indiferença quanto ao sofrimento daqueles que sofrem fora de nossas fronteiras; nem podemos consumir os recursos do mundo sem nos importar com as consequências. Nós devemos acompanhar as mudanças do mundo.
À medida que entendemos o caminho que se desdobra diante de nós, recordamos com humilde gratidão aqueles bravos americanos que, a esta mesma hora, patrulham longínquos desertos e montanhas distantes. Eles têm algo a nos dizer hoje, como aqueles heróis caídos que jazem em Arlington murmuram através dos tempos. Nós os honramos não apenas porque eles não os guardiães de nossa liberdade, mas porque eles representam o espírito de servir ao país; a disposição de encontrar um significado maior que si mesmos. E ainda, neste momento - um momento que vai definir uma geração - é precisamente esse espírito que todos nós devemos viver.
Porque, por mais que o governo possa fazer e precise fazer, em última instância é da fé e da determinação do povo americano que esta nação depende. É a bondade de receber um estranho quando os diques se rompem, é o desprendimento de trabalhadores que preferem reduzir suas horas a ver um companheiro perder o emprego o que nos auxilia em nossas horas mais sombrias. É a coragem do bombeiro de subir uma escada cheia de fumaça, mas também a disposição de pais de criar uma criança o que, no fim das contas, decide o nosso destino.
Nossos desafios podem ser novos. Os instrumentos com os quais nós os enfrentamos podem ser novos. Mas aqueles valores dos quais nosso sucesso depende - trabalho duro e honestidade, coragem e justiça, tolerância e curiosidade, lealdade e patriotismo - essas coisas são antigas. Essas coisas são verdadeiras. Elas têm sido a força quieta do progresso ao longo de nossa história. O que se exige, então, é uma volta a essas verdades. O que se exige de nós agora é uma nova era de responsabilidade - um reconhecimento, por parte de todo americano, de que nós temos deveres para conosco, nossa nação e o mundo; deveres que nós não aceitamos a contragosto, mas com alegria, firmes no conhecimento de que não há nada tão satisfatório para o espírito, tão definidor de nosso caráter, do que dar tudo o que podemos numa tarefa difícil.
Este é o preço e a promessa da cidadania.
Esta é a fonte de nossa confiança - o conhecimento de que Deus nos convoca a dar forma a um destino incerto.
Este é o significado de nossa liberdade e de nosso credo - por que homens e mulheres e crianças de toda raça e de toda fé podem se unir numa celebração neste magnífico Mall, e por que um homem cujo pai, menos de 60 anos atrás, poderia não ser servido num restaurante local, agora pode estar diante de vocês para fazer um juramento sagrado.
Por isso, vamos marcar esse dia com a lembrança de quem somos e quão longe viajamos. No ano do nascimento da América, no mais frio dos meses, um pequeno grupo de patriotas se encolhia em torno de fogueiras que se apagavam, às margens de um rio gelado. A capital estava abandonada. O inimigo estava avançando. A neve estava manchada de sangue. Num momento em que nossa revolução estava em dúvida, o pai de nossa nação ordenou que essas palavras fossem lidas para o povo:
"Que seja dito ao mundo futuro que, na profundidade do inverno, quando nada além da esperança e da virtude poderia sobreviver, a cidade e o país, alarmados diante de um perigo comum, saiu para enfrentá-lo."
América. Em face de nossos perigos comuns, neste inverno de nossas dificuldades, vamos lembrar essas palavras eternas. Com esperança e virtude, vamos enfrentar uma vez mais as correntes geladas e resistir quaisquer tempestades que possam vir. Que seja dito pelos filhos de nossos filhos que, quando fomos testados, nós nos recusamos a deixar esta jornada terminar, que nós não viramos as costas, que nós não vacilamos; e, com os olhos fixos no horizonte e a graça de Deus sobre nós, levamos adiante o grande dom da liberdade e o entregamos com segurança paras as gerações futura”.
segunda-feira, 20 de Outubro de 2008
A morte tem cheiro?
Publicada por
Lilia
Hoje me ocorreu a vontade de relatar mais uma vez sobre a morte. Desde que nascemos à morte fica a fazer parte de nossa vida. Contudo esperamos sempre que ela venha bem tarde, queremos e desejamos passar pela vida e fazermos tudo que gostaríamos de fazer, desde acordar tarde, comer o que for menos nutritivo possível, gorduroso e frito, e engordar se assim for, não nos preocuparmos com que o outro vai pensar de nossa aparência, e depois seguir nossos instintos.
Eloá, assim com eu e você, também queria o mesmo, queria viver!
Correr em busca da sua juventude, ir ‘ficando’ como dizem os jovens, com uns e com outros, ainda é cedo para se pensar que temos que nos ‘amarrar’ definitivamente em alguém.
Agora percebo com dor, porque Eloá, não queria ‘ficar’ mais com seu ex-namorado, talvez no seu íntimo ela tenha visto ou sentido o que ele era capaz de fazer e acabou por fazê-lo. Eloá deixa o corpo físico, mas seus órgãos espalhados por cidades afora, irá fazer com que ela permaneça viva, dentro de quem dele se beneficiar. Talvez, dessa maneira, ela consiga fazer com que os seus sonhos e ideais permaneçam a lutar pela vida.
A morte tem cheiro, penso que de uva estragada, daquelas que quando a gente abre a geladeira e o mal cheiro já todo espalhado e a gente fica sem saber ao certo de onde é que vem o cheiro. Vem da uva estragada, e a uva estragada ou podre, é o processo da morte, que começa por corroer todos os órgãos vivos, e depois lentamente, tudo vai morrendo. Mas aqui a morte durou mais de 100 horas, e, no entanto, foi num desfecho fulminante de um tiro, que ela se tornou real.
A morte tem cheiro sim, tem cheiro de algo que nos destrói por dentro quando vemos a violência crescer através das imagens da TV, feliz eu era no tempo em que não havia TV, porque minha família se reunia para contar histórias, algumas tristes, outras misteriosas, outras até engraçadas, mas hoje a TV e o jornalismo sensacionalista é que enchem a nossa casa, e ficamos estarrecidos porque o que vemos é real, não é o conto da carochinha.
É assim que a morte acaba sempre por ter um momento exclusivo da minha escrita, porque ela vem sempre acompanhada desse cheiro de uva estragada, talvez por isso eu não goste de comer uvas.
Lilia Trajano, após a confirmação da morte cerebral de Eloá
sexta-feira, 17 de Outubro de 2008
UMA FLOR CHAMADA VIRGÍNIA
Publicada por
Lilia
Foi lendo teus livros minha cara Virgínia Woolf, que descobrir a tua beleza interior. Apaixonei-me por ti, desejei ter vivido em tua época, ter nascido inglesa. Mas, a vida real e a cores toma outra dimensão e apenas podemos ser o que nos cabe.
Imagino você sentada numa poltrona confortável, cabelo apanhado e um cigarro acesso entre os dedos de sua mão direita, apetece-me também nesse momento fumar um cigarro. Acto que realizo apenas quando me encontro em profunda depressão.
Não sei qual o perfume que usavas, mas sinto tua fragrância a percorrer os corredores dessa biblioteca onde sento para me deliciar de prazer com tua escrita. Ouço o som da tua gargalhada, que de quando em quando soltas e ecoas como quem quer nos alertar do perigo que te cerca. Mas o perigo chegou primeiro, envolveu teu corpo sob o rio Ouse e te levou num tempo onde a loucura e a depressão não conseguiram superar todo o medo. O medo obscuro daquilo que não sabemos, daquilo que não imaginamos, fugimos em busca do tempo.
E aqui minha cara Virgínia, desmaio eu, refugiada em mim mesma, refugiada do desejo de amar, desejo louco que me faz esquecer que em verdade não somos mais que pequenos sinais, que deixamos no tempo a marca desse momento.
Foi te lendo e te revendo que descobri em mim o desejo de escrever, como se cada segundo me fosse necessário escrever e eu tivesse que fugir, ou me internar numa folha de papel em branco. Segundos que passam como flash. E você a desfilar sobre a mesa.
Foi te lendo que compreendi onde devo seguir e descobri os caminhos que rodeiam os labirintos da minha confusa vida e da minha loucura. Sou eu por ventura poeta desse tempo moderno, composto por máquinas, computadores e bombas atómicas? Aquele do tempo futuro que tu te referias? O que nos resta além do vestido florido e uma capa preta com pedrinhas no bolso? O nosso corpo frágil a ir, afundar, mergulhada na nossa dor e inteira solidão de um rio? Sou mais que isso Virgínia, queria que tu não tivesses chegado a este dia, em que só não conseguiu saída e nos deixou. Arrebentando os nós da loucura e indo-se. Ou terá sido está a tua saída? O que posso fazer pra te dizer, talvez espectro de um fantasma, que és tão hoje quanto outrora o foi, por demais importante em nossas vidas.
E assim te descubro nesse encontro que marquei consigo e o tempo. Mas o tempo, esse nosso inimigo, chegou tarde, não pude te salvar, haverá tempo para mim? Poderei me salvar? Era esse o teu discurso? Não consegui mergulhar no teu rio para te estender a mão, minha mão apenas consegue no fim de um membro curto – o braço – esticar até a estante mais próxima e apanhar os livros, perfume da eternidade, me trazendo nesse silêncio onde ouço o desfolhar das páginas viradas o teu pensamento traduzido em língua que posso ler e assim minha cara Virgínia descubro eu nesse teu canto suicida que és as Ondas e Mrs. Dalloway.
Lilia Trajano – Poeta / 2005
Imagino você sentada numa poltrona confortável, cabelo apanhado e um cigarro acesso entre os dedos de sua mão direita, apetece-me também nesse momento fumar um cigarro. Acto que realizo apenas quando me encontro em profunda depressão.
Não sei qual o perfume que usavas, mas sinto tua fragrância a percorrer os corredores dessa biblioteca onde sento para me deliciar de prazer com tua escrita. Ouço o som da tua gargalhada, que de quando em quando soltas e ecoas como quem quer nos alertar do perigo que te cerca. Mas o perigo chegou primeiro, envolveu teu corpo sob o rio Ouse e te levou num tempo onde a loucura e a depressão não conseguiram superar todo o medo. O medo obscuro daquilo que não sabemos, daquilo que não imaginamos, fugimos em busca do tempo.
E aqui minha cara Virgínia, desmaio eu, refugiada em mim mesma, refugiada do desejo de amar, desejo louco que me faz esquecer que em verdade não somos mais que pequenos sinais, que deixamos no tempo a marca desse momento.
Foi te lendo e te revendo que descobri em mim o desejo de escrever, como se cada segundo me fosse necessário escrever e eu tivesse que fugir, ou me internar numa folha de papel em branco. Segundos que passam como flash. E você a desfilar sobre a mesa.
Foi te lendo que compreendi onde devo seguir e descobri os caminhos que rodeiam os labirintos da minha confusa vida e da minha loucura. Sou eu por ventura poeta desse tempo moderno, composto por máquinas, computadores e bombas atómicas? Aquele do tempo futuro que tu te referias? O que nos resta além do vestido florido e uma capa preta com pedrinhas no bolso? O nosso corpo frágil a ir, afundar, mergulhada na nossa dor e inteira solidão de um rio? Sou mais que isso Virgínia, queria que tu não tivesses chegado a este dia, em que só não conseguiu saída e nos deixou. Arrebentando os nós da loucura e indo-se. Ou terá sido está a tua saída? O que posso fazer pra te dizer, talvez espectro de um fantasma, que és tão hoje quanto outrora o foi, por demais importante em nossas vidas.
E assim te descubro nesse encontro que marquei consigo e o tempo. Mas o tempo, esse nosso inimigo, chegou tarde, não pude te salvar, haverá tempo para mim? Poderei me salvar? Era esse o teu discurso? Não consegui mergulhar no teu rio para te estender a mão, minha mão apenas consegue no fim de um membro curto – o braço – esticar até a estante mais próxima e apanhar os livros, perfume da eternidade, me trazendo nesse silêncio onde ouço o desfolhar das páginas viradas o teu pensamento traduzido em língua que posso ler e assim minha cara Virgínia descubro eu nesse teu canto suicida que és as Ondas e Mrs. Dalloway.
Lilia Trajano – Poeta / 2005
quarta-feira, 15 de Outubro de 2008
Carta ao amigo que há de vir
Publicada por
Lilia
Caro amigo não sei a cor dos teus olhos
Nem o tamanho de teus cabelos
Não sei se pertence ao sexo feminino ou masculino
Mas sei que tenciono conhecê-lo
O dia está marcado em minha memória, será como uma luz que acende a tocha Olímpica
Não viras correndo e nem tão pouco terás obstáculos para saltar, apenas saberei que és tu
Quando cruzarmos juntos a mesma estrada
Estarei sentada porque os olhos já estarão cansados da esperança
Meus cabelos brancos e minha pele enrugada
Mas serei paciente e amável como os Monges do Tibet.
Beberei água enquanto espero
Para secar o calor e a emoção de enfim poder abraçá-lo
Mesmo que seja o meu último suspiro
Estarei com um coque no cabelo, porque já terei forças para penteá-lo
Trajarei cores alegres, coloridas e fortes
Para manter por fora de mima, a Vida!
Estarei aqui contemplando as estrelas, olhando o céu cinzento
Esperando mais uma vez um por do sol!
Sei que quando aqui é dia do outro lado do mundo é noite, pode deixar estarei atenta
para mudar a posição da cadeira,
assim como o Pequeno Príncipe, pois não sei se tenciona vir de dia ou de noite
Não importa, estarei aqui e não é preciso bater a porta,
pois aqui já não há trancas, nem trincos, nem tramelas
Há apenas a minha solidão, meus livros e a doce espera nessa pequena ilusão.
Lilia Trajano
Nem o tamanho de teus cabelos
Não sei se pertence ao sexo feminino ou masculino
Mas sei que tenciono conhecê-lo
O dia está marcado em minha memória, será como uma luz que acende a tocha Olímpica
Não viras correndo e nem tão pouco terás obstáculos para saltar, apenas saberei que és tu
Quando cruzarmos juntos a mesma estrada
Estarei sentada porque os olhos já estarão cansados da esperança
Meus cabelos brancos e minha pele enrugada
Mas serei paciente e amável como os Monges do Tibet.
Beberei água enquanto espero
Para secar o calor e a emoção de enfim poder abraçá-lo
Mesmo que seja o meu último suspiro
Estarei com um coque no cabelo, porque já terei forças para penteá-lo
Trajarei cores alegres, coloridas e fortes
Para manter por fora de mima, a Vida!
Estarei aqui contemplando as estrelas, olhando o céu cinzento
Esperando mais uma vez um por do sol!
Sei que quando aqui é dia do outro lado do mundo é noite, pode deixar estarei atenta
para mudar a posição da cadeira,
assim como o Pequeno Príncipe, pois não sei se tenciona vir de dia ou de noite
Não importa, estarei aqui e não é preciso bater a porta,
pois aqui já não há trancas, nem trincos, nem tramelas
Há apenas a minha solidão, meus livros e a doce espera nessa pequena ilusão.
Lilia Trajano
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